O céu bebe desassossegado. Leio-me e começo a gaguejar, a sedução enrola-me no lençol, uma mortalha despovoada, dormir é uma anestesia prosaica, entro no sonho a coxear. Estive uma hora de volta de um verso, desesperado como um miúdo que desembrulha um rebuçado. Uma mecha de cabelo cai sobre o ombro nu como um caudal, o indicador inebriado às voltas no caracol, nenhuma cabeça o inventa, nenhum corpo o segura, é apenas o sono que se desprende numa cabeleira farta.