3 de fev. de 2023

 

Antes de perceber onde termina a parede que tacteio antevejo um beco, a dúvida é uma mão que me segura a testa, nenhum espelho a mostra reflectida, a maioria das vezes engano-me propositadamente nas suas feições, só assim me vejo a começar alguma coisa, quando, na verdade, é sempre um começo que não se inaugura, flutua sobre a minha pretensão como um fantasma mais consistente do que o que vivo. Deste caminho não há saída, talvez haja outro caminho, talvez, não o consigo imaginar, um vendaval pode voltar tudo do avesso sem mexer uma única folha.

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