Acordo tantas vezes longe do que está junto a mim que me questiono se não nasço dentro de uma velha matriz como uma traça que volta para o casulo que abandonou. Em frente à minha cama tenho uma pintura de uma colina. Ontem, ao redescobri-la na parede, lembrei-me que retrata o monte junto à escola primária onde andei, isso não me passou pela cabeça quando a pendurei, mas alguma coisa pensou em meu favor. Pendurei-a numa altura em que duvidava do que me era salutar. Entre os sete e os nove anos aquele monte ocupou o horizonte como um cinturão vivo, uma muralha que não precisava que a olhasse para guardar as forças que se opunham, na altura era pródigo em descartar ideais, talvez tenha sido por isso que a pendurei na parede.
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