A rua é um pomo aberto antes das formigas lhe darem com o cheiro. O sol rasa as pedras e a toalha celeste retalha-se debaixo dos pés. O castelo está pendurado no monte como um esqueleto numa aula de anatomia, apenas o assobio do homem do lixo rompe o véu fantasioso que lhe cobre a ossada. É cedo, os lojistas chegam aos bochechos com os bolsos cheios de apetrechos, oiço-lhes a língua a bater nos dentes, os passos encolhidos, o fato apertado, a contração do possível deixa-os fora do motivo, também devo fazer rir o adversário, tal é a parafernália que trago para o combate, nunca sei porque porta escapo ao subterrâneo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário