Entre papéis amontoados, a língua muda, apesar da chuva copiosa, se fosse um órgão como os outros não pararia, pelo menos não assim, como se morresse de tantas mortes diferentes, o coração incansável na labuta muscular, mas a língua, que Rosenzweig dizia ser mais que o sangue, quieta num túmulo húmido com pilares de marfim. Do outro lado do vidro os ramos silvam ao vento, a terra desperta pesada sob a pegada celeste. Deste lado o desacordo, um corpo que se move obstinadamente, longe dos sentidos colhidos ao acaso.
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