27 de nov. de 2022

 Na orla do terreno, o arco-íris brilhante do óleo convencem-me que a morte não se veste de negro, mas, com um robe extravagante, é com estrondo e opulência que toca as vestes do mundo, teme que ninguém dê por ela. A exaltação deixa cores garridas por onde passa, o roxo aureolado de verde num rosto de tez clara, a argila prateada pelo fósforo dos fertilizantes, os berros acesos como holofotes, faces rubras de sangue, a dormência branca do álcool com os punhos cerrados. A fúria deixa sem terra o singular comércio dos discretos.

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