A água quieta na brutalidade do vidro enquanto atravessas a sala. Passas as soleiras com a gravidade que perdi. Ficaram-me indiferentes os espaços na dormência da preocupação. Atravessas a sala inundada de luz como uma ménade que dança entre limiares de diferentes realidades. A água quieta, ébria, no copo transparente, enquanto um rumor vai unindo superfície a superfície até à ilusão de proximidade, irremediavelmente longe de onde nos conhecemos.
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