A primeira noite sem dormir começa com o esforço de me recordar do que costumo fazer para chamar o sono. Na segunda noite a procura esmorece, algo no corpo já se deixou conquistar pelo tumulto, apenas uma suspeita deixa a mente inquieta, uma qualquer verdade que se encontraria impedida de alcançar o destino, uma carta perdida. Espero, sem saber o quê ou porquê, uma entrega que não virá. O corpo fica quieto num desesperado heroísmo, e o pensamento acomoda-se ao primeiro osso que lhe dão. Diz que é da lua, e deita-se junto a mim como um pássaro na boca de um gato.
Nenhum comentário:
Postar um comentário