Nalgumas manhãs mais foscas dou por mim a pensar nas cabeças dos que
dormem sem hesitações. Saem de si como quem sai da cama e vão para rua,
direitos como proas de navios. Vivem no topo dos montes, mesmo nas ruas
mais estreitas. Os seus passos são notas precisas num caderno e os
braços baloiçam alegres na aragem fria. A fragilidade dos dias é
radiante, e na ilusão de um espelho baço, convidam-se para a festa onde acordaram.
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